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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Porco e Pimenta: Narciso - Evolução


Parte I - NARCISO

Narciso ao ver sua imagem refletida na água de um lago se apaixonou por si mesmo, não dando atenção à Eco, a ninfa que estava escondida atrás dos arbustos, castigada pela maldição que a condenadava a somente se comunicar através da repetição da última palavra dita por alguém que falasse perto dela. Eco, magoada, fugiu para dentro das cavernas, onde suas repetições podem ser ouvidas até hoje, e Narciso ficou observando imagem no lago na tentativa de chamar sua própria atençã,o até morrer na ato; no local de sua morte nasceu uma flor, a mais bela, intitulada com seu nome.

Parte II - EVOLUÇÃO



As vezes eu me sinto como Narciso, não no sentido belo do mito, eu me sinto tão centrado em mim que as coisas importantes da vida passam desapercebidas, mas eu não sou o único, talvez a verdade seja que o mundo é feito de Narcisos, e que esse egocentrismo é incentivado pelo mundo em que vivemos, desde as coisas mais banais, - como cada um ter seu headphone e se fechar dentro dessa realidade individual onde você é quem manda - até as coisas grandiosas - como por exemplo essa ganancia que domina o mundo, e essa cultura de querer cada vez mais e melhor.

Ver que o mundo corre pro individualismo me deixa mais triste quando eu vejo que eu faço parte dessa corrida, e é muito fácil ser 'alternativo' e dizer que você não se inclui nessa massa, quando na verdade você está incluido sim, e tem preocupações e medos individualistas. É ridiculo fingir que não faz parte disso dizendo o quão feio é fazer, como se quem fizesse fosse a causa e não a vítima dessa ideologia vigente.

Eu queria que de um dia pro outro a população da
Terra pudesse ver e entender como o mundo está, e a partir dai a verdadeira evolução começaria, essa evolução não seria uma evolução tecnológica, industrial muito menos econômica, seria uma evolução psicologica que traria melhoras para o mundo todo.

Isso não acontecerá da noite para o dia, eu sei, mas eu sinto que vai acontecer algum dia; enquanto vivemos dessa maneira, vale a pena tentar não ficar se olhando o dia todo e prestar atenção no que realmente traz felicidade.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Porco e Pimenta: Seleção Natural - Darwin




Fenômeno que acontece todo dia pela manha ao sacar da gaveta o primeiro par de meias que vier aos meus dedos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Porco e Pimenta: Terminal


terminal

Parou no terminal, mais uma ligação
- estou do outro lado da rua, você está de cinza?

- sim, eu estou confuso.

- estou te vendo, atravessa, depois dos guardas, das barracas, estou no carro prata.

Caminhou apressado, pensando em assunto, pensando em como cumprimentar, pensando muito, perdido nos pensamentos atravessou a avenida correndo, e quando percebeu que o outro havia saido do carro, diminuiu a velocidade pra não parecer tão interessado.

Se cumprimentam, um de cada lado do carro, e entram nele, agora se cumprimentam direito, um abraçado desconfortavel, um em cada banco do carro prata, as portas se fecham, ambos encabulados, dirigindo pela cidade, ao som de CD's que saem de um porta-cd mais organizado do que o necessario e vão para o rádio, conversam com pausas longas e tão desconfortáveis quanto o primeiro abraço.

- sua voz é diferente no telefone e ao vivo

- a sua tambem

pausa longa.
- você não está perdido né?

- imagina.

pausa longa.

- você tem duas opções de passeio, uma ao ar livre, uma em local fechado, escolha.
- mas assim, sem mais informações?
- é

- ar livre, mesmo que o tempo não pareça estar contribuindo.

- ar livre então, feito.

Dirigem ao tal lugar 'ar livre', é um parque, saem do carro, agora as conversas ja parecem fluir melhor, ambos carregam mochilas cheias de surpresas, depois de andar um bocado, desviando de ciclistas, corredores e casais com cachorros, compram um suco de uva, sentam na grama.

- a idéia que eu tive ao ar livre, era de fazer um piquenique - tira uma toalha da bolsa, uma sacola com barras nutritivas de amostra gratis, o suco de uva.

Estava gostando do passeio, e da companhia tambem, comia as barras nutritivas, e numa conversa sobre musica, desenhava num caderno, falava baixo. Filmava o outro desenhando. Por alguma razão desconhecida, o piquenique acabou com ambos rolando na lama do parque, vendo quem conseguia derrugar quem, ja eram intimos nesse momento, a calça de um acaba inteira suja, o outro por incrivel que pareça, mesmo com trinta minutos de luta na lama, permanece tão limpo quanto estava ao chegar, um pede a calça do outro, alias pretendia sair naquela noite, iria a uma cafeteria e a uma discoteca, comemorar o aniversário. Não iria emprestar a calça jeans num primeiro encontro, o que a mãe iria pensar, de jeito nenhum.

Correm o parque buscando um banheiro para lavar a calça do sujo, que não pára de pedir a calça do outro, que não abre a mão da calça jeans com a qual veio. Cantando a abertura de um desenho infantil, os dois voltam para o carro, dirigem agora em direção ao centro da cidade, deixam o carro na rua, pegam o metro na paulista, um ainda sujo levando o outro pro terminal a qual chegou, agora a conversa não tinha pausas, tinham uma tarde inteira sobre a qual conversar, chegam ao terminal, o dia passara rapido. antes da catraca, do lado de um orelhão, o transporte que levava um para longe ja estava parado a espera de passageiros.

um pedido.
um 'finge-que-não-entendeu'.
um repete o pedido.
um 'estou-pasmo'.
um 'tudo bem então, é que eu pensava q..'.
um beijo.

encabulados se abraçam, agora confortavelmente, e cada um vai pro seu canto.
um atravessa a catraca e entra no onibus, o outro volta a descer pro metro, em direção a cafeteria. um não dormiu aquala noite e o outro acabou não indo dançar aquela noite. esse foi o fim da noite, e o começo do ano pra eles.

• Esse texto é confuso, digamos que é uma piada interna.
xoxo. Gossip Pig and Pepper

Porco e Pimenta: Cosmonauta



Cosmonauta

"Dez!". Pelo objeto que me incomodava as orelhas, ouvia a contagem regressiva mais tensa de toda minha vida, estava eu sentado com os meus vinte e poucos anos, e da janela pessoas acenavam, eu sabia que poderia ser a ultima vez que as veria ali. "Nove!" Me passava na cabeça meus momentos mais dificeis pra sentar naquela cadeira, do meu lado, meu amigo estava chorando. "Oito!". Pela janelinha eu via a minha mãe, e desejava que meu pai estivesse la para me ver, talvez eu o encontrasse, estava indo pro céu. "Sete!" . Todos os botões e todas as funções me davam dor-de-cabeça, o grande e vermelho na emergência, eu sempre ouvira isso nos filmes. "Seis!". Eu sei que eles sentiram a minha falta, sem comunicação terão que ter mais fé em qualquer-coisa. "Cinco!". Não via a hora de sair dali. "Quatro!". O tempo sempre passa mais devagar quanto pensamos nele. "Três!" . Em nome do pai, do filho e do espírito-santo. "Dois!". Amém. "Um!". Adeus pessoas, me desejem Boa Sorte. "Zero!". Foi nesse momento que ouvi o barulho que mais esperei na vida, o fogo saiu da cauda do foguete de modo que fez as coisas vibrarem dentro de mim e talvez do meus parceiro tambem, aos poucos fomos ganhando altura, e quando menos percebi, ja não via mais minha mãe, nem mais ninguem, a pressão em mim parecia me sufocar, e precisei fechar os olhos para não ficar mais nervoso, ainda subindo, sem limites, saímos da atmosfera. Agora tudo mais leve, com excessão do peso na minha conciência, mas eu estava feliz, realmente feliz, teria tudo dado certo? era preciso comunicação com a base, na terra. No instante em que soltei o cinto-de-decolagem, meu sonho de criança se realizou, estava flutuando, era como se os meus inconstantes 70 Kg não importavam mais, eu podia pular e nunca mais voltar ao chão, e no espaço era diferente das máquinas de simulação, ali era real, ali tinha paisagem, e pela primeira vez, ali, de ponta-cabeça no espaço, eu à vi. Linda e gigante, a sua cor pulsante fazia meu coração pulsar junto, a sua imensidão azul me remetia ao tamanho do meu orgulho, ao tamanho da minha saudade, nunca vira imagem tão bonita, o sentimento de estar ali, à vendo, me fez lembrar de minha mãe, e perceber que aquela esfera imensa guardava por mim um carinho, quase que materno, que estava sendo esquecido. Então eu senti um turbilhão de coisas estranhas, sensação parecida à da decolagem, e quando menos percebi, tudo estava em chamas, inclusive meu parceiro, lembrei do botão vermelho, e corri (ainda flutuando) para aperta-lo, ele estava quente, tudo estava errado e se desfazendo, fui empurrado pra fora do foguete. No vácuo, contraditóriamente, minha cabeça nunca esteve tão cheia, ainda via a mãe-Terra, era impossivel não percebe-la, e um estranho medo de altura se apossou de mim, iria morrer. Com a certeza da morte, na minha segunda contagem regressiva. "Dez!". Eu tirei o capacete, iria morrer. "Nove!". A agonia de estar sem ar foi substituida pela alegria de morrer no lugar onde eu mais gostaria de morrer. "Oito!". Meu parceiro ainda estava em chamas, e nada que eu fizesse o ajudaria. "Sete!". A agonia de estar sem ar voltou, meu pulmões agora pediam esmola. "Seis!" Eu me mexia no vácuo, flutuando feito uma pena no ar, era deliciosamente desconfortável. "Cinco!". meus sentidos agora ja estavam perturbados. "Quatro!". A Terra acenava pra mim. "Três!". Nadei, nadei, e morri na praia. "Dois!". Por mais que eu grite, o som não se propaga no vácuo. "Um!". Flutuando, feito eu, eu à vi chegar, lentamente, gelada, me abraçando e me beijando, sugando meu ar, suas mãos brancas, fecharam os meus olhos, seu corpo escorregadio estava sobre e sob o meu, e um fio de medo, de desespero, de prazer correu do alto da minha cabeça até meus pés, por fim levando minha vida. "Zero!"


• Gente, voltei a postar no blog, que diga-se de passagem, está cheio de teias de aranhas e pó para todo o lado, depois da faxina posto outra coisa. Esse meu texto é antigo e postei porque achei que seria legal te-lo por aqui.

xoxo.
Gossip Pig and Pepper

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Porco e Pimenta : A Estrada - p1

Porco e Pimenta: A Estrada - Parte 1 -

Apresentando Joene e sua burrice


A velha disse para que tomassem cuidado pelo caminho, mas os jovens nunca escutam os velhos, e esses não eram jovens diferentes, e a velha nem parecia tão certa do que dizia, pegou um novelo de lã e começou a tricotar uma ovelha que havia sido despelada, a ovelha não sangrava enquanto a agulha do tricô entrava em sua pele, pelo contrário, ela sorria, Joene foi a ultima que viu a cena da ovelha sorridente, pois dez passos em direção ao caminho em que percorria junto aos seus amigos, olhou para trás, e a velha parou de tricotar naquele instante, olhou para Joene, a velha sabia o tempo todo que Joene teria medo, que olharia para trás, a velha apenas acenou com a cabeça de uma maneira afirmativa, o que Joene não conseguiu interpretar, pois era míope, e as coisas de tornavam dificeis depois de dez passos, voltou a olhar para frente, agora era Patrici que olhava para ela, bem mais perto, Joene o via perfeitamente, seus cabelos negros e seus olhos igualmente negros contrastavam com o sol do comecinho da manhã, sol que a fazia lembrar do número um, do inicio e do porque estavam ali, carregando mantimentos e roupas, eram três jovens que não ouviram a velha que tricotava a ovelha.

[ o negócio é o seguinte, leitor, eu vou contar uma história, e ela é dividida em pequenas partes, essa é a primeira delas, e você pode ver que Joene é uma menina burra ]

domingo, 4 de maio de 2008

Porco e Pimenta: Mentiras que a escola conta



A Virgem dos lábios de mel e cabelos mais pretos que as asas da graúna não me interessa, nem a traição de Capitú, e nem nada, e duvido que interessasse ao Alencar ou ao Machado, toda essa discussão não leva a nada, o escritor morreu, e penso que nem ele imaginava, ao menos, que seu livro traria tamanho bafafá.

Eu tambem não gosto, se tratando de literatura, de como os estudiosos da área gostam de achar significados nas obras, significados esses que muitas vezes os autores nem sabiam ter dado, esse costume de magnificar uma obra de arte quando na verdade ela é simples e sem duplos sentidos que é um horror, Oswald escreve 'bananas' num muro e todo mundo bate palmas, seu vizinho faz o mesmo e todo mundo taca pedras, convenhamos, Oswald não seria um gênio se escrevesse 'bananas' num muro, e nem seu vizinho, e é nesse ponto que os estudiosos literários erram.

Tambem não acredito na super-duper-mega-divisão-do-trabalho, e não estou falando da revolução industrial, falo da Mitocôndria, do Complexo de Golgi, dos lisossomos e ribossomos, dos centríolos e essas coisas, quem realmente acredita que essas organelas, dentro de uma célula (que já não é um lugar tão amplo) trabalham feito condenados pelo funcionamento da célula, e essa pelo organismo todo. Eu não sou uma fábrica, poxa!

E então eu me pergunto: Eu sou uma tapado por duvidar dessas coisas?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Porco e Pimenta: Final de Abril de 2008


Final de Abril de 2008, e a minha vida vai tomando um rumo diferente do que eu pensava que ela tomaria, a corrida pro vestibular não está 'aquela coisa-de-louco', estou estudando bastante, chegando cansado em casa, conto meu tempo no banho, mas toda essa pressa se tornou natural, parte da minha vida, é como se sempre tivesse vivido desse jeito, 'muda muda muda, muda logo de lugar', o vestibular é uma grande mesa de chá. Faz um meses eu pensava que essa correria tiraria minha vida social do primeiro plano, e eu percebi estar errado, ficar todos os dias na escola me fez conhecer mais pessoas novas, e todo esse clima de ultimo ano de colégio contagia a gente (terceiranista) de verdade, além disso, conheci uma pessoa muito especial faz um mês, e é como se já não conhecesse ela por inteiro, é...eu estou apaixonado. (XANANÁÁÁ, diria a Renata).


Minha vida tem sido assim, vestibular, amigos, provas constantes, a familia vai bem tambem, uma discução aqui outra ali, mas é na familia que eu tenho todo o 'meu chão'; ser um adolescente prestes a encarar a vida e o mercado-de-trabalho tem me deixado um pouco distante da minha familia, mas acho que isso é natural, sei que vou sobreviver, e sei que minha familia sempre vai estar por perto. Quanto a minha saúde não tenho nada a reclamar, minha ultima queixa foi com os dentes, meu 'dente do juizo' direito inferior nasceu, e tentou abrir um tunel no fim da minha boca, empurrando os molares, fazendo a festa, fiquei com a boca inchada durante uns dias, mas três vezes no dentista colocou o menino na linha (não, não arranquei), e pensando nisso, faz um tempo que não pego uma gripe ou algo assim.


Uma coisa que vem me irritando esses dias é o Caso Isabela, porque todo mundo fala disso, e eu NÃO vou mais falar ou escrever nada sobre o assunto aqui, porque ele me irrita. (isso não quer dizer que eu gostei do que aconteceu com a menina, longe de mim). E tenho dito.

O fato de eu estar apaixonado e ter certeza disso me fez uma pessoa bem mais sorridente e feliz. E...Ah! amanha eu começo com o teatro, eu não tenho mega-espectativas pra esse ano, mas é uma coisa que eu sempre quis fazer, e tenho certeza que vou continuar a fazer quando sair da escola. (meus deus, eu vou sair da escola!)

Daqui 8 meses eu posso tirar carteira de motorista, não, você não ouviu errado, não são anos, são meses, e isso é tão estranho, pra você ter uma ideia, meu avô disse que vai me ensinar a dirigir nas férias de julho, aconselho que aconselhe seus parentes (e até a si mesmo, porque não?) para que fiquem em casa durante essas férias, ou melhor,façam um cruzeiro, fiquem o mais distante da terra-firme por dias. (isso me lembra do dia que eu QUASE atropelei um casal na rua , dirigindo uma Carrosella (sabe? aquelas nas calçadas de praia).


Bom, quis fazer um balanço geral da minha vida no final de Abril de 2008, para que você(s) saiba(m) que eu não morri, e para eu poder ler num futuro não tão distante, e me achar um pouco bobo por ter compartilhado com você(s) esse tipo de coisa.
You know you love me, xoxo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Porco e Pimenta : Acreditar ou Comprovar


Poder, assim como Porco e Pimenta, começa com P.
Como podem ser feitos da mesma letra?
Enquanto a vida passa na velocidade de um segundo por segundo, as pessoas se dividem em grupos de ideologias, nem certas nem erradas, ideologias contrárias, o grupo da fé e o da razão, aqueles que apenas acreditam e outros que comprovam.

A cada manifestação da natureza, o grupo dos que acreditam dão vivas e mais vivas, nada d'aquilo precisa ser comprovado, é tudo tão auto-explicativo, auto-conclusivo, e todos os dogmas se transformam em grandes casos de anti-necessidade-de-comprovação. O pássarinho voa, e não me importa o porque dele voar, ele voa, é bonito, é legal, vamos beber alguma coisa.
Já os caras da razão, precisam de motivos, de fórmulas, de números, de stress, e eu não os condeno. A cada resultado, resposta, eles fazem festa, tão boa quanto as festas da concorrencia socio-ideológica. O passarinho voa, porque ele voa e eu não? Que beber o que! vamos nos trancar num quartinho escuro, enquanto os passarinhos continuam voando.

Eu fiquei chocado quando meu professor de fisica disse que Descartes tinha uma maneira de provar que Deus existe pela lógica , pela física, sei la, fiquei meio bestiado, mas não impressionado, eu fiquei pensando qual é a utilidade de provar que Deus existe, sendo que pode-se simplesmente acreditar.

pensando sobre os tipos de pessoas, eu descobri que o mundo está nas mãos dos caras que comprovam, porque os que acreditam estão ocupados demais acreditando para tentar conseguir Poder, para assim governar o mundo conseguir o máximo de dinheiro possivel, e depois morrer, numa Tsunami ou Sufocado no Monóxido de Carbono.

Essas pessoas correm em busca de uma estabilidade e conforto que já se transformou utópica faz um tempo , estão num espelho , e quanto mais correm para a paz mais chegam na guerra. Qual é a GUERRA da vez? qual é o LUCRO da vez? E o que a gente ganha com isso? morte e dinheiro.
Foi-se o tempo em que a vida era mais valiosa que o petróleo, que o poder.
Estou me sentindo triste por não ter cunho de começar uma rebelião a favor da paz, talvez se eu tivesse uma barba, alguns reais de sobra, e muitas pessoas 'da fé' que estivessem dispostas a tal objetivo eu daria um primeiro passo.

Beijos a todos que leram isso, quem se abilita a liderar um movimento doidão?

sábado, 8 de março de 2008

Porco e Pimenta : la deep dee doo

Eu gosto dos estranhos que respondem meus bom-dia's na rua, gosto de quem trabalha sorrindo, gosto de pessoas sem auto-controle, gosto de quem canta a musica errado, gosto de quem usa roupas por se acharem bonitos com elas, gosto dos cabelos curtos, gosto da barba por-fazer, gosto dos sonhadores, gosto de mente-aberta, gosto de conversa longa, gosto de proximidade, gosto de quem abraça, gosto de conversar por códigos, gosto de piadas internas, gosto de silêncio sem-culpa, gosto de caretas, gosto de quem não se preocupa demais, gosto de gente mais leve, gosto do que passa rápido, gosto do 'se sentir protegido' , gosto de surpresas, gosto de imitar vozes, gosto de massagem, gosto de quem escolhe ser feliz, gosto de letras, gosto de quem aceita o proprio corpo, gosto de coisa azeda que faz você fechar os olhos, gosto de confiança recíproca, gosto de me sentir mais jovem (ainda), gosto de expressão, gosto de cor, gosto de expontaniedade, do auto-desconhecimento.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Porco e Pimenta: O amor é óbvio



O amor é óbvio


Meu coração bombeia rapidamente, e eu sinto uma série de acidentes no meu organismo, que segundos atrás funcionavam de acordo com o que nasceram pra fazer.
Meu pulmão que sempre respirara tranquilo agora parece com medo, e a frequencia de intervalos de entrada e saida de ar é muito mais curta, o ar parece mais pesado, e mais furioso, o que antes era calmaria agora é tempestade.
Meu fígado, que não serve pra quase nada aparentemente mostra as caras, eu consigo sentir meu fígado sem ao menos toca-lo com as mãos, por cima desse grande lençol chamado pele, ele está ali, semi-latejando, parece maior, e todas as funções parecem estar erradas, meu fígado parece respirar, ou digerir.
O meu estômago resolve que a solução do problema seria derramar litros e litros de ácido-clorídrico dentro dele mesmo, talvez para queimar toda a ansiedade e o medo, o ácido age como anciedadecida, adrelaninacida, mata as borboletas do meu estômago.
O coração é um orgão estúpido, e nunca pareceu tão apressado, seu modo ridiculo de demostrar suas soluções é bombeando mais e mais sangue, minhas veias agora são pistas de fórmula 1, ou fórmula 1.000 ou stock-car (seja la o que isso for), 'os glóbulos vermelhos estão na frente', 'quem dá a volta completa?', meu plasma é combustível, e meus glóbulos bicolores apostam corridas, o prêmio é um grande nada.
E minhas glândulas sudoríferas? 'Ai!' As glândulas sudoríferas liberam àgua mais do que o necessário, que chega a escorrer pelo meu rosto, contornando minha face, descendo no meu queixo, e caindo no chão, uma parte física minha está no chão, junto com toda a parte emocional.
Meus sentidos estão mais aguçados, eu posso enganar meu olhos, meu ouvidos, posso fechar a boca pra toda e qualquer paladar, e fechar meu corpo de forma que fico intocável, mas meu olfato me condena, não posso parar de cheirar assim, o seu cheiro forte entra no meu nariz, e é ele que provoca as alterações todas, deixam meus orgãos loucos, não acredito que você me faz sentir assim, mas você faz.
Algumas coisas a gente percebe só sentindo, sem razão, é mágica as coisas que seu cheiro podem provocar em mim, e a mágica vem expontânea, sem palavras, sem encatamentos, acontece somente quando divido meu espaço com seu espaço, e é incrível como posso sentir seu cheiro à distancia, e como as vezes ele me vem do nada a mente, você não precisa estar presente, mas o seu cheiro está lá, despertando parte do meu cérebro doido o que é óbvio, o amor é óbvio.

Eu não posso acreditar, mas posso sentir.


talvez seja minha primeira demonstração de amor, e provavelmente a ultima que vocês me veram postando por aqui, Porco e Pimenta não é confessionário, é uma excessão a regra. na verdade eu sou durão! (risos)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Porco e Pimenta : Primatas Egocentricos



Um beijo num sonho, por mais curto que seja, sempre dura a noite inteira, pelo menos pra mim, então eu cheguei na conclusão que o tempo no mundo dos sonhos é contado pela intensidade do momento, e não pela sua duração, sonhos com emoções amenizadas sempre duram pouco, e me fazem acordar no meio da noite, pra precisar dormir de novo, coisa que pra mim é dificil, o número de vezes que eu acordei por volta das 3:00 da manhã e comecei a fazer alguma coisa que passasse o tempo são muitas, desenhar e escrever são meus passatempos preferidos em uma noite mal-dormida.

Pense como seria se nossos sonhos, fossem nosso dia-a-dia, e nossa rotina, nossos sonhos, viver seria bem menos rotineiro, e muito mais interessante, um dia eu estaria voando por cima da muralha da China, e no outro, correndo de uma sequestradora travesti, e sonhar seria uma novela, o que será que vai acontecer hoje na escola? e quando será que eu vou poder acordar, pra poder voltar a fazer coisas impremeditáveis?

O estranho é, que nós vivemos desse jeito, passamos metade do dia acordados e metade sonhando, quem escolhe que nossa realidade é estar acordado somos nós mesmos.

Eu acredito que a morte na verdade é optar pela segunda opção, se eu perder um braço, eu continuo com alma, e pensamentos, e tudo mais, e a mesma coisa acontece se eu perder os dois, ou mais as duas pernas, e a cabeça, e morrer, entende? A Alma não se esgota, e não se vai com nossos membros, morrer é parada-total, não de alma, mas de corpo.

A ideia de céu e inferno é tão clichê as vezes, ser julgado pelos erros, e whatever, sendo que quem predominou o que é certo ou errado foram nós mesmos, os primatas mais egocentricos do mundo todo, a verdade é que somos animais, e nascemos Dionísiacos, mas agora a sociedade impõe que ser mal-comido é ser correto, e os mais rebeldes competem entre si pra ver quem é mais safadinho, enquanto os padres, que prenderam totalmente sua parte sexual por uma devoção puramente ideologica, começam a extravasar em tesão enrustido e atacar criancinhas. Condenar os atos simplesmente humanos foi o maior erro cometido pelos primatas mais egocentricos do universo.

Frase do dia:
" Hoje em dia há professores de filosofia, mas não há filósofos. Contudo é admirável ensinar filosofia porque um dia foi admirável vivê-la."
( Henry David Thoreau - Walden ou A vida nos Bosques, 1854 )

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Porco e Pimenta : Super Pop!




Vou começar esse post com uma frase deprimente:


Eu estava assistindo Superpop...(risos)...ontem a noite, e o assunto se tratava de uma Transexual, chamada Roberta (antigamente Rogério) que ficou com uma criança abandonada por 2 meses, e nasceu dentro dela um instinto maternal, isso numa cidade do interior de São Paulo. Dois meses após dela pegar a criança, chegaram no salão de cabelereiros onde ela trabalha, dois policiais, um promotor e uma mulher da assistencia social, e tiraram o bebê do colo da transexual, alegando que ela não poderia adotar a criança pois ela não ofereceria um vida "NORMAL" ao bebê. Isso, ao contrario de outras entrevistas do Superpop, realmente tocou no meu coração.


O promotor que se dizia não-preconceituoso, afirmava que a criança sofreria, e também dizia que não entendia porque o Senhor Rogério se vestia de mulher (sim, ele falava exatamente assim [risos denovo] ), disse tambem que a criança crescendo num lar homossexual se veria diferente e sofreria litros.


Então, no meio dessa discução, uma psicologa (aquela que fazia Aprendendo sobre Sexo, no sbt) afirmava que pesquisas Cientificas COMPROVARAM que a criança que cresce num lar homossexual não sofre nenhum tipo de alteração psicológica, mas o promotor Cabeça-dura continuava latindo que a criança sofreria.


Então a "Senhor Rogério", digo, a Roberta, levantou a questão do amor de mãe e essas coisas, e toda a platéia ficava com cara de "aaaaaaaaah" ou "óóóóun". Nessa parte que eu mudei de canal. Mas aquele assunto ainda estava na minha cabeça, então eu voltei pra 'Rede Tv!', após muita discussão sobre amor-materno, e promotores homofóbicos e antiquados, o promotor disse uma bosta, que eu fiquei surpreso, ele disse, mais ou menos assim:

Luciana Gimenez: E SE, hipotéticamente, a transexual que fosse pedir adoção fosse operada, e seu sexo fosse mudado na lei, no papel.
O promotor: Ah! desse jeito eu não poderia me opor, pois ela seria mulher por lei.


Você vê, né, caro leitor, um pormotor cabeça-dura estava fazendo o que ele achava melhor, sem se basear em pesquisas ou nada, e é por isso que o Brasil cai moralmente, ele preferia deixar a criança (que não era um recém nascido, isso quer dizer, que dificilmente será adotada) no lar de adoção à liberar que essa criança cresca num lar onde uma bondosa transexual quer exercer o papel de mãe, e o promotor ainda afirmava que não entendia "o porque" do senhor Rogerio se vestir de mulher, sendo que a opnião dele contasse para o futuro, tanto da criança, tanto da transexual.


O Superpop, as vezes, me surpreende.



terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Porco e Pimenta : Aventura de Férias

Eu reservei dois dias das minhas esperadas férias escolares pra fazer uma colagem na minha porta, minha ideia inicial era fazer uma colagem de história em quadrinhos, e quando essa ideia foi aprovada pela minha excelentíssima Mãe, eu comecei a 'dar meu pulos' (como ela diria).

PRIMEIRO DIA

Fui no sebo (ou cebo?), bom, livros usados, não sujeira de cabelo, e pedi por uma história em quadrinhos da Mafalda, porque eu acho ela original e doida, mas não tinha, como não podia perder tempo, a primeira coisa que me veio na cabeça, foi o Snoopy, então pedi, e tinha, perfeito, folhas grandes, quadradas e grossas.

- Quanto custa?
- Oito.
- Ok, en...
- Mas você é primeiro cliente?
" Ele está doido? eu vivo comprando aqui!!! "
- Não, "tio", já levei O Perfume, O Cortiço...
- Ah! sim, grande livro, esse O perfume, grande livro
- É verdade, o final é arrepiante
- É realmente grotesco. - pausa mortal - Bom, então eu faço por Cinco.
- Ok.
pega o dinheiro do bolso, uma nota de cinco, uma de dois.
- Toma sete! (sorriso)
- Melhor ainda (sorriso)

Volto pro carro, chego em casa...

O que eu preciso? o que eu preciso? Cola de Madeira !!!
Quem vai ter? Quem vai ter? O pai da Marina !!!

Sobe 2 andares no elevador social, 'tin-don'...'tec tec tec'...'iiiiiih'...Adalberto

- Oi Tio. (um sorriso muito grande)
- Oi Lucas
- Tio me...
- fala sobrinho.
- (risadinha) ... tem cola-de-madeira pra me emprestar?
- Tenho
- Ah! emprestar não né, me dar, eu não vou conseguir devolver o que usar
- Não, emprestar, você me devolve o resto que sobrar
- Ah! sim, claro (risada)
- (risada) - vira as costas pra buscar a cola - Aqui, tome, não precisa devolver hoje
- Ah! e nem ia, estou fazendo uma colagem na minha porta
- Ah! mas essa cola é forte, voce está fazendo arte, ou colando um Tabela Periódica?
- Arte, tio, arte. (risada)
- Ah! então, ta bom. (risada)
- Ok então, obrigado, tio, te devolvo amanhã.

Desce dois andares, começa o trabalho duro. Passar cola no verso, espalhar com o pincel, colar na porta, proxima imagem! não repita a cor! ... tudo colado, bonito, bonito, e o verniz? fica pr'amanha. Dorme.




SEGUNDO DIA

Acorda as 9:30 a.m, e vê sua porta, linda e colorida, sem brilho, o verniz. enrola em casa até o meio-dia-e-pouco, vai almoçar. Volta. Msn.
Careli diz: estou fazendo uma colagem, preciso de verniz, sabe qual eu compro pra não mudar a cor?
Pet diz: Na minha colagem eu passei cola
Careli diz: aquelas de escola?
Pet diz: sim

Careli depois de um tempo, sai em busca da Cola Branca pela sua rua, o sol brilha, desce, não temos cola, sobe, temos cola. (em litro?), não , em tubinhos. (vai essa mesmo). Compra 5. Sobe a rua.
Mercadinho São Francisco III:
eu: Tem pincel ou rodinho, aquele de pedreiro e pintor?
ela: sim e não
eu: sim e não qual?
ela: pincel sim, rodinho de pedreiro e pintor, não.
eu: ah! então eu quero o pincel. ($3,25)

Sobe feliz, tira toda a roupa, coloca um sorts velho por cima de uma cueca velha, tubos de cola no bolso. Trabalho árduo novamente, pincelada na cola, pinceladas na porta, olhadinha no msn pra pégar dicas com o pet novamente, volta pra porta, pra cola, volta pras dicas.
E finalmente acaba, cansado, fadigado e suado, e orgulhoso de ser um Artista.

resultado final

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Porco e Pimenta : A Sala Polar • eliminado



No confessionário:

Hoje meu voto vai para o "A Sala Polar", Bial.
Não é que eu não goste dele, mas é que ele nunca ajuda nos afazeres da casa, e tambem porque na minha escala de afinidade ele foi o texto que eu demorei mais para me aproximar, pegar intimidade, entende?
Isso não significa que eu não goste dele, ele é um ótimo texto, e tenho certeza que lá fora poderá fazer muita fama na Playboy, mas por falta de outros textos para serem votados, vou ter que votar nele mesmo. Justificado, Bial?
Ok então. Beijo mãe, saudades.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Porco e Pimenta : confiança



Eu confio tanto nas pessoas, venho percebendo faz um tempo que eu sou uma pessoa fácil de ser enganada, e que sou uma pessoa fácil de ser gostada, não, não é meu ego de novo, é verdade, as pessoas costumam gostar de mim, e eu tambem costumo gostar de muitas pessoas, acho que eu sou meio mutável, ou apenas simpático.

Confiar vem sendo uma coisa ruim, a partir do momento em que a pessoa na qual confio não confia em mim, e isso acontece várias vezes, a minha confiança é tão fácil de ser ganhada, e a dos outros parece cada vez mais distante. Eu gosto quando as coisas são construidas pela confiança, mas quando ela destrói coisas eu fico me sentindo um bobo, um sonhador.

Eu com toda certeza sou um sonhador, eu sonho com o dia que vou dar uma entrevista, sonho em escrever um livro, eu sonho em ver pessoas importantes, eu sonho com um mundo diferente, eu vivo sonhando, na verdade, acho que eu nunca acordei.

Eu fiz promessas pra esse novo ano, prometi à mim mesmo cumpri-las, e irei, escolhi algumas palavras-chaves pra mim, coisas que faltam no meu cotidiano, algumas coisas pro meu próprio bem, outras são apenas desejos simples, e têm os objetivos.

Oh! eu sou péssimo objetivista, por ser Aquariano e 'de-cavalo', um duplo 'ar', eu mudo de objetivos constantemente, isso na maioria das vezes me faz renovar os pensamentos, eu amo mudar, eu amo mudanças, amo reformas, por conta disso tenho que traçar uma lista de futuros que eu pudesse tomar, e persistir ao máximo não muda-los. A bola da vez é o Jornalismo, e esse parece que veio pra ficar, como todos os outros pareciam (inclusive seguir uma vida religiosa, meu sonho aos 9 anos).

Costumo separar minha pequena vida em tres partes:

Do nasimento aos 9 anos: quando eu era o que a minha familia quisesse que eu fosse
Dos 9 anos aos 14: quando eu era o que a maioria quisesse que eu fosse
Dos 14 até agora: quando eu escolho ser o que eu quero ser

Você deve estar pensando como eu demorei pra nascer em mim. Eu pelo menos penso isso quando vejo esses capítulos, mas por outro lado, minha fase 'escolham-o-que-eu-posso-ser' foi uma fase boa, onde eu aprendi coisas importantes, mudar de escola foi essencial pra eu me achar.

Agora eu estou pensando como eu sou chato o bastante pra escrever um texto falando sobre mim, mas como ninguem lê o que eu escrevo, esse blog é quase feito pra mim, e eu sou meu principal assunto comigo mesmo.

Quando eu estou sozinho, eu adoro me discutir.

Nossa, o primeiro post de 2008 é um saco, vou melhorar no proximo, estou com vontade de publicar uns textos sobre assuntos diversos, nada muito inteligente.

É o que tem pra hoje.
felizes ano novo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Porco e Pimenta : Pokemizem o mundo




Eu queria ser um mestre pokémon.

Dos meus onze até meus quatorze anos eu tive esse sonho, de acordar um dia e o mundo ter se transformado em Johto e Kanto, ou qualquer um desses continentes legais e socialistas, sabe, as cidades têm um só Poke Center, menos de 15 moradores, geralmente uma menina bonita, um garoto estiloso e um velho que sempre sabe alguma coisa interessante, as pessoas não falam de política, e no Poke Mart as coisas são baratas (excessão às evolution stones), sempre tem muitos lagos e uma floresta por perto, tratamento médico gratuito, só se anda de bicicleta e todo mundo é feliz.

Depois de pensar muito, resolvi que começaria minha jornada com o pokémon de agua à disposição (acho injusto esquecerem do elemento ar na iniciação, sabe, eu sou aquariano, meu elemento é ar, e sim..eu ligo pra essas coisas, nunca ninguem lembra do elemento ar, só porque é dificil de achar um poder muito forte além de um furacão, anyway...)

Bom, não usaria meu pokémon de iniciação, por birra, caminharia sem pokebola e sem pokedex todo aquele longo caminho até chegar numa casinha que o Doutor fala pra você voltar tudo, que ele estará lá a sua espera, essa é a parte que me irrita (tenha em mente Pokemon Gold/Silver/Crystal, não Ruby/Sapphire ou Yellow/Red/Blue ou Diamond ou qualquer outro) .

Gosto do Persian, e do Victreebell, e com certeza teria os dois, mesmo que o Bellsprout me irritasse muito e que as evolution stones sejam caras, eu gosto do Victreebell. Daria nome pra todos eles, e é quase certeza que o persian passaria a se chamar Frederico, por causa do meu gato, para o Victreebell eu ainda tenho que pensar num nome legal. Odeio pokemons raros, e tambem os de fogo, eles são fodões demais pra mim, não vou com a cara deles (excessão do Ninetails e do Articuno, porque eles são bonitos).

Pokemon era muito legal, quando eu resolver os outros quatro do meu time eu posto aqui, mesmo que seja super desinteressante.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Porco e Pimenta : medos perante 2008


Eu sinto falta do Amora-Preta, do Panelinha de Barro, do Aveleira e de toda a coelheira, o tempo que eu passei junto com eles será inesquecível, mas lembranças não são o bastante, é preciso convivência para matar a saudade. Tentei faz algumas semanas continuar um livro que não era meu, e por mais que uma parte de mim achava que tudo aquilo era uma grande mentira e que eu era um grande farsante, eu gostei, gostei de reencontrá-los, todos estavam bem, consegui me enganar direitinho.
As férias vieram mais cedo esse ano, foi como se de um momento para o outro a física se transformasse numa grande praia, ainda não me acostumei com a ideia de que ano que vem eu vá para o 3º Colégial, a minha ideologia de vida, minha rotina, ainda é acostumada demais com a escola, se para eu é dificil entrar de férias em Novembro e só voltar em Fevereiro, não consigo nem pensar quando Novembro que vem chegar, me trazendo umas férias eternas...
Eu sei, eu sei, vem a faculdade e tudo muda, e eu vou estar dirigindo daqui um ano, mas ainda me sinto um adolescente irresponsável, talvez, por ter sido criado pela minha avó desenvolvi um sistema imunológico eficaz contra a responsabilidade, ou é o excesso de 'ar' em mim que me faz querer criar asas em tão pouco tempo, ainda sou um Porco terrestre, e não vejo a hora de ficar alado.
É iludir-se pensar que em um ano eu vou me transformar tanto? Não sei. Ainda não senti a transformação graduativa, estou esperando um grande precipício de instabilidade para dar o primero voô. Quem vai ser o louco que vai me dar uma carta, alegando que estou pronto para dirigir? Fico pensando em quantos instrutores eu vou matar ano que vem. E a tensão de passar no vestibular? Vou estar preparado o bastante? A cada dia que passa, ouvir que Jornalismo está saturado me deixa louco, eu não achei segundas opções, é bem verdade que pensei Gastronomia e Filosofia, mas essas faculdades me soam como segundárias.
Ja passei por uma grande perda e transformação mudando de escola da 8ª para o 1º ano, isso me fez crescer, mas tambem me fez ter que me adaptar à uma nova maneira de viver, isso mexeu comigo, foi meu primeiro abismo na vida, digamos que um abismo baixo. Esse 2008 que me espera com uma vida corrida, cheia de informações e mutações vai ter que me preparar para um novo abismo, um pouco mais assustador.
Ouvi relatos sobre pessoas que já pularam, e que me falam que nada mudou, que se sentem os mesmos 'bostas' que eram quando estavam no Ensino Médio, mas eu não acredito, talvez porque eu queira mudar, quero acreditar que um obstáculo bem maior vem à minha espera, quero acreditar que a FUVEST é mais dificil do que parece, para não relaxar demais, para realmente me esforçar, é preferível dar um salto bem maior que o obstáculo, e passa-lo, à bater com ele por pouco.
Bom, venha o que vier.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Porco e Pimenta : O Começo


Comecei um blog de pé esquerdo, amaldiçoado, por um lado é bom, pois saberão um pouco mais sobre mim. A maldição consiste em eu escolher oito coisas para falar sobre eu mesmo aleatóriamente, e depois escolher outras oito pessoas para fazer o mesmo, vou cumpri-la, mas como não conheço mais ninguem que tenha um blog, não vou amaldiçoar ninguem por enquanto.
Bom, here we go...

01. Fui da turminha do EmoCore num passado não tão distante. E me curei.
02. Já matei um animal de estimação (quase) sem querer.
03. Quando estava no ensino fundamental, era gordo e feio, e viciado em suspiro (o doce mesmo)
04. Meu maior inimigo até hoje foi um garoto chamado Pedro, que desenhava melhor que eu nas aulas de artes da 3ª série, foi a unica pessoa que eu realmente briguei.
05. Gosto de tirar fotos encolhendo o olho porque acho as olheiras que aparecem mais sexy's.
06. Odeio falar ao telefone, porque minha voz fica robótica e travestística.
07. Faço historias antes de dormir, na minha cabeça, e na mais pirada delas eu fui a mulher do Johnny Depp. (XD)
08. Quero ser mochileiro quando crescer, mas tenho medo de morrer bem pobre.

Nossa, que lista podre, com isso aprendi que minha vida é super-desinteressante, então no meu blog, publicarei alguns textos que eu gosto, inclusive alguns que estão na minha comunidade de textos, no orkut [ http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7314299 ]